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Natal Solidário Unificado: um exemplo de cooperação para o bem

Revista ACI - Dezembro 2020

Vivemos num mundo onde competição e cooperação se fazem presentes entre os seres vivos e especialmente nas relações humanas. Naturalmente relacionada ao egoísmo, a competição obsessiva, representada pelo desejo de vencer a qualquer preço, não é saudável. Por outro lado, a boa cooperação não exige um nível exagerado de altruísmo, que leva a pessoa a não se preocupar consigo mesma.

E o momento atual é propício para evoluirmos nas práticas de cooperação para o bem. A pandemia de COVID-19 está provocando muita dor, especialmente pelas vidas perdidas, mas, por outro lado, está nos tornando pessoas mais reflexivas e solidárias. Com aproximação do período natalino, isto se torna ainda mais forte.

Em nossa região, as entidades de classe ACI, CDL, FIEMG e Sociedade Rural estão unidas na prática de ações de Responsabilidade Social através da Rede Voluntariado. E para este Natal, estão somando forças com outras entidades históricas em campanhas que já são realizadas há mais de duas décadas, alcançando todos os estados brasileiros, além de outros países: 'Mutirão de Natal' e 'Natal sem Fome'. Pela primeira vez juntas numa ação de Natal, além das entidades já citadas, estão a ADENOR (Agência de Desenvolvimento do Norte de Minas), a Arquidiocese de Montes Claros, a ASA (Ação Solidária Adventista), o INEC (Instituto Nordeste Cidadania), o Lions Clube, as Lojas Maçônicas, o Mesa Brasil Sesc, a RENOVA (Rede Evangélica de Promoção Social do Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha) e os Rotary Clubs.

Se você já pratica a Responsabilidade Social, parabéns! E fazendo isso em cooperação com outros, os resultados serão ainda melhores. Mas o desafio maior não é reunir, e sim manter uma unidade atuante. E para isso, a meu ver, alguns fatores importantes são: foco no objetivo, tratamento igualitário, construção do consenso e respeito às individualidades.

As instituições são meios para se chegar aos fins propostos, entretanto, mudança do foco para a entidade em si é algo que, infelizmente, pode acontecer. Se na atuação institucional isso pode prejudicar, numa parceria ela pode destruir. O objetivo deve ser tratado sempre como mais importante que a instituição.

No coletivo é preciso ter todo o cuidado para que seja dado tratamento igualitário. Deve-se buscar extrair as melhores experiências e habilidades de cada parte, mas de forma transparente e distribuída. Definição clara das regras e disseminação para que sejam bem compreendidas são fundamentais para que o grupo possa andar junto e de mãos dadas.

A pluralidade de pensamentos e ideias é positiva. Por isso pensar em unanimidade, além de utópico, não é salutar. Porém é possível chegar ao consenso. Para isso, conhecer os limites de cada participante é muito importante. A resiliência, com o devido cuidado para não se manter irredutível em questões secundárias, também é essencial.

Numa ação conjunta, pode haver alguma questão na qual o consenso seja impossível. Uma decisão necessária talvez seja a realização de trabalhos separados no ponto conflitante com manutenção da parceria para os consensuais. E isso deve ser feita de forma respeitosa e compreensiva para que não haja perda de motivação e energia.

Eu acredito em unidade atuante na diversidade quando ela é construída com amor. Assim, os fundamentos vão sendo desenvolvidos, as práticas aprimoradas e os resultados cada vez melhores!

FATORES DE SUCESSO EM AÇÕES COLETIVAS

  • Foco no objetivo
  • Construção do consenso
  • Tratamento igualitário
  • Respeito às individualidades

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Publicado em: 09 de dezembro de 2020

Edenilson Durães


Referência Regional em Responsabilidade Social Empresarial


Presidente do ED Instituto


Diretor da Rede Voluntariado


Vice Presidente do CODEMC


1º Tesoureiro da ACI


Conselheiro Fiscal da ADENOR


Conselheiro Fiscal do MCRCV&B


Voluntário há mais de 37 anos, especialmente nas áreas da infância e adolescência, desenvolvimento humano e empreendedorismo


Bacharel em Ciências Contábeis com pós graduação em Controladoria


Foi professor, coordenador de campus e chefe de departamento de ciências contábeis da UNIMONTES


Foi palestrante, consultor e instrutor do SEBRAE nas unidades de políticas públicas e de educação, atuando nas áreas de empreendedorismo, mercado, finanças e gestão da qualidade


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